Miguel Servert, As Cinzas dele Clamam contra João Calvino

Miguel Servet (também grafado Serveto ou Serbeto) y Conesa (em latim, Michael Servetus, ) (Villanueva de Sigena, Espanha, 29 de Setembro de 1511 - Genebra, 27 de Outubro de 1553), foi um teólogo, médico e filósofo aragonês, humanista, homem de grande cultura e conhecimento multidisciplinar, interessando-se por vários assuntos como: astronomia, meteorologia, geografia, jurisprudência, matemática, anatomia, estudos bíblicos e medicina. Mas os campos nos quais mais se destacou foram Teologia e Medicina.
Espírito irrequieto, combativo, devotado a questões transcendentais de natureza religiosa e filosófica, viveu de 1511 a 1553, em meio às disputas religiosas resultantes da Reforma liderada por Lutero e Calvino.
Estudou leis em Toulouse, teologia e hebraico em Louvain, e medicina em Paris e Montpelier, tendo-se destacado por seu interesse pela anatomia.
Durante toda a sua vida, Servet escreveu sobre questões religiosas e dedicou-se à exegese da Bíblia. Pregava a volta a um cristianismo "puro", tal como fora ensinado por Jesus. Um dos dogmas da Igreja por ele contestado, e que o fez cair em desgraça, foi o da Santíssima Trindade. As suas idéias e os seus escritos desagradaram tanto aos católicos como aos protestantes.
Já sabia que os luteranos haviam perseguido e matado aos católicos de Witembrg,Alemanha(mesmo sem o consentimento de Lutero), agora, eu não imaginava que Calvino foi em Genebra o inquisitor protestante.

Dan Corner
Você está por ler uma importante parte da História da Igreja do período da Reforma que foi escondida em nossos dias e que muito poucas pessoas estão cientes dos fatos. Prepare-se para um choque. Em 27 de outubro de 1553, João Calvino, o fundador do Calvinismo, teve a Miguel Servet (ou Michael Servetus em latim), o médico espanhol, queimado em uma estaca nas redondezas de Genebra por suas heresias doutrinárias![1] Portanto, o criador da doutrina popular “uma vez salvo, salvo para sempre” (conhecida também em alguns círculos como “perseverança dos santos” ou “segurança eterna”) violou o clamor da Reforma – “Sola Scriptura” – ao matar um herético sem justificativa bíblica. Este evento foi algo que Calvino já havia planejado muito tempo antes de Servet ser capturado, pois Calvino escreveu a seu amigo Farel, em 13 de fevereiro de 1546 (sete anos antes de Servet ser preso) e foi arquivado como dizendo:
“Se ele [Servet] vier [à Genebra], eu nunca o deixarei escapar vivo se a minha autoridade tiver peso.”[2]
Evidentemente, naqueles dias a autoridade de Calvino em Genebra, Suíça, tinha “peso” absoluto. Por isso é que alguns se referiam a Genebra como a “Roma do Protestantismo”[3] e a Calvino como o “‘Papa’ Protestante de Genebra.”[4]
Durante o julgamento de Servet, Calvino escreveu:
“Eu espero que o veredicto seja pena de morte.”[5]
Tudo isso revela um lado de João Calvino que não é bem conhecido nem muito atraente, no mínimo!
Ficou óbvio que ele tinha ódio mortal armazenado em seu coração e estava disposto a violar a Bíblia para causar uma nova morte e da forma mais cruel. Apesar de Calvino ter consentido com o pedido de Miguel Servet de ser decapitado, ele acabou aceitando o modo de execução empregado.
Porém, por que Calvino tinha o desejo de matar Servet?
“Para resgatar Servet de suas heresias, Calvino respondeu com a última edição de suas ‘Institutas da Religião Cristã,’ as quais Servet prontamente retornou com comentários insultantes. Apesar dos apelos de Servet, Calvino, que havia desenvolvido um intenso desagrado por Servet durante sua troca de correspondências, recusou-se a retornar qualquer dos materiais incriminatórios.”[6]
“Condenado por heresia pelas autoridades católicas, Servet escapou da pena de morte fugindo da prisão. No caminho para a Itália, Servet inexplicavelmente parou em Genebra, onde foi denunciado por Calvino e os Reformadores. Ele foi pego no dia depois de sua chegada, condenado como herético quando se recusou a se retratar e, queimado em 1553 com a aparente tácita aprovação de Calvino.”[7]
“No curso de sua fuga para Viena, Servet parou em Genebra e cometeu o erro de assistir um sermão de Calvino. Ele foi reconhecido e preso depois do culto.”[8]
“Calvino teve ele [Servet] preso como herético. Condenado e queimado até a morte.”[9]
Entre o período em que Servet foi preso em 14 de agosto até sua condenação, Servet passou os seus dias restantes:
“… em um atroz calabouço, sem luz ou aquecimento, pouca comida e sem facilidades sanitárias.”[10]
Seja observado que os Calvinistas de Genebra colocaram madeiras semiverdes em torno dos pés de Servet e uma coroa de enxofre em sua cabeça. Levou em torno de trinta minutos até que sua agonia terminasse em tal fogo, com o povo de Genebra em pé em volta para assistir ele sofrendo e morrendo lentamente! Logo antes disso acontecer, os arquivos mostram:
“Farel caminhou ao lado do homem condenado e manteve uma constante enxurrada de palavras, em completa insensibilidade ao que Servet pudesse estar sentindo. Tudo que ele tinha em mente era extorquir do prisioneiro um reconhecimento de seu erro teológico – um chocante exemplo de uma desalmada cura de almas. Depois de alguns minutos disso, Servet cessou de responder e orou silenciosamente para si mesmo. Quando eles chegaram ao local de execução, Farel anunciou a multidão que assistia: ‘Aqui você vê o poder que Satanás possui quando ele tem um homem em seu poder. Este homem é um distinto estudioso e ele no entanto acreditava que estava agindo corretamente. Mas agora Satanás o possui completamente, como ele poderia possuir você, cairia então você em suas armadilhas.’
Quando o executor começou o seu trabalho, Servet sussurrou com voz trêmula: ‘Oh Deus, Oh Deus!’ O opositor Farel vociferou para ele: ‘Você não tem nada mais a dizer?’ Neste momento Servet respondeu para ele: ‘O que mais eu posso fazer, mas falar com Deus!’ Logo após isso, ele foi suspenso até a fogueira e amarrado às estacas. Uma coroa com enxofre foi colocada em sua cabeça. Quando as fagulhas foram acesas, um lancinante grito de horror brotou dele. ‘Misericórdia, misericórdia!’ ele clamou. Por mais de meia hora a horrível agonia continuou, porque a fogueira havia sido feita com madeira semiverde, que queima lentamente. ‘Jesus, Filho do eterno Deus, tenha misericórdia de mim,’ o homem atormentado clamava do meio das chamas...”[11]
Apesar de que essencialmente tenhamos o mesmo acontecimento na conversão do ladrão arrependido (Lc 23.42, 43 cf. Lc 18.13) além da escritura que diz, “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo,” (At 2.21, Rm 10.13), Farel ainda considerava Servet um homem não salvo no fim da vida dele:
“Farel observou que Servet poderia ter sido salvo trocando a posição do adjetivo e confessando Cristo como o Eterno Filho em vez de Filho do Eterno Deus.”[12]
“Calvino havia então matado seu inimigo e não há nada que sugira que ele jamais tenha se arrependido deste crime. No ano seguinte ele publicou a defesa na qual mais insultos foram acrescentados a seu antigo adversário num linguajar dos mais vingativos e severos.”[13]
Assim como os católicos em 1415 queimaram João Hus[14] na estaca por razões doutrinárias, João Calvino, semelhantemente, teve Miguel Servet queimado na estaca. Mas será que doutrina era a única questão? Poderia haver outra razão, uma política?
“Como um ‘herege obstinado’ ele teve suas propriedades confiscadas sem dificuldades. Ele foi maltratado na prisão. É compreensível, portanto, que Servet tenha sido rude e insultante em sua confrontação com Calvino. Infelizmente para ele naquele momento Calvino estava lutando para manter o seu poder decadente em Genebra. Os oponentes de Calvino usaram Servet como um pretexto para atacar o governo teocrático reformista de Genebra. Tornou-se uma questão de prestígio – sempre um ponto delicado de qualquer regime ditatorial – para Calvino afirmar seu poder neste sentido. Ele se viu forçado a estimular a condenação de Servet de todas as formas possíveis ao seu alcance.”[15]
“Bastante irônico é que a execução de Servet não tenha realmente ajudado a fortalecer a Reforma de Genebra. Pelo contrário, como Fritz Barth apontou, isso ‘comprometeu gravemente o Calvinismo e colocou nas mãos dos católicos, a quem Calvino queria demonstrar sua ortodoxia cristã, a melhor arma para a perseguição dos Huguenotes, que não passavam de heréticos a seus olhos.’ O procedimento contra Servet serviu como modelo de um julgamento protestante herético... não se diferenciou em nenhum sentido dos métodos da Inquisição medieval... A Reforma vitoriosa, também, não foi capaz de resistir à tentação do poder.”[16]
Será que é possível um homem assim como João Calvino ter sido um “grande teólogo” e ao mesmo tempo ter agido desta forma repreensível e depois de tudo não demonstrar nenhum remorso? Caro leitor, você tem um coração que poderia, assim como o de João Calvino, queimar outra pessoa em uma estaca?
Vamos ilustrar isso de outra forma. Suponha que um homem da sua congregação com reputação de ser um líder espiritual capturasse o cachorro do seu vizinho, amarrasse ele a uma estaca, então usasse uma pequena quantidade de gravetos verdes para lentamente queimar o cachorro até a morte. O que você pensaria de tal pessoa, especialmente se depois de tudo isso ele não demonstrasse nenhum remorso? Você utilizaria ele para interpretar a Bíblia para você? Para tornar isso ainda pior para João Calvino, uma pessoa, diferentemente de um cachorro, foi criada à imagem e semelhança de Deus! Goste ou não, nós apenas podemos concluir dessa evidência que o coração de João Calvino estava em trevas e não iluminado, como resultado de seu ódio mortal por Servet.
Fontes: - arminianismo.com
-Caminhos da medicina, http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/Servet.htm
-http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Servet

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del.icio.us
ESCALA DE CULTOS /NOVEMBRO DE 2009


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ESSE FATO É VERADEIRO, MAS TAMBÉM É VERDADEIRO O FATO DE QUE ELES ESTAVAM EM UMA OUTRA ÉPOCA E QUE CALVINO, AINDA QUE O QUISESSE NÃO O PODERIA TER CONDENADO PELO SIMPLES FATO DE NÃO SER CIDADÃO GENEBRINO E NÃO PODER VOTAR NO CONSELHO, ELE INSISTIU COM SERVETO PARA QUE ELE VOLTASSE ATRÁS E AINDA PARA QUE PELO MENOS FOSSE MORTO DE FORMA RÁPIDA (DEGOLA), E É FATO QUE OS CATÓLICOS JÁ O HAVIAM CONDENADO A FOGUEIRA. MAS RESPEITO O SEU PONTO DE VISTA, ISSO É INADIMISSIVEL EM QUALQUER ÉPOCA, QUE O DIGA OS BATISTAS DO SUL DOS ESTADOS UNIDOS QUE DEFENDIAM A SEGREGAÇÃO RACIAL.
MARCELO
16-10-2009 - 14:21:45 GMT 1