



O que está acontecendo com as Assembleias de Deus no Pará? Os Jornais seculares estão noticiando que há uma briga entre os líderes assembleianos daquele Estado. O que está motivando tanta divergência? Qual a verdadeira razão? O fato, é que nós estamos envergonhados com tantos escândalos. Nossa denominação, historicamente, nunca passou por tanto vexame.
Não costumo acreditar na primeira versão que escuto ou leio, talvez por conta da minha experiência na área policial. Mas, não posso desfocar os fatos, e o que está sendo divulgado pelos órgãos de comunicação, é fato. Também tenho visto os personagens do escândalo se pronunciando em suas redes de comunicação. Cada um, apresenta um motivo para suas atitudes imprudentes. Só que estão deixando o cristianismo por eles professados de lado, e tomando decisões anticristã.
Estou preocupado com o final dessa história. Já tem pastor indiretamente fazendo apologia ao fim das convenções, mostrando a inoperância das comissões, etc. Em parte, até concordo com ele, pois tem cacique demais pra pouco índio. Sabemos que a maioria desses cargos foram criados por questão meramente política, sem necessidade real, mas, elas assumem um papel muito importante na nossa denominação que o mantimento das nossas raízes. Sei que alguém vai dizer que já não estamos mais coesos como antes, só que na verdade nunca fomos 100% unidos, até o Daniel e o Gunnar tinha lá suas divergências, isso é natural, nunca vai deixar de existir, o que estou querendo dizer, é que ainda sentamos lado a lado, ainda sentamos para conversar, ainda mantemos fraternidade entre os pares. As Convenções são elos de ligação da nossa igreja, além do mais, o Brasil todo nos reconhece como pessoas sérias, reconhecem nosso crescimento, nossa postura. Então, não podemos nos apresentar depois de quase um século de vida, como desordenados, ambiciosos, irresponsáveis, descompromissados com a causa do mestre ou coisa desse tipo. Em nome de quem se está agindo assim? Com qual objetivo? Já não medimos mais nossas ações, já não consultamos mais ao Espírito Santo sobre o que fazer como agir em horas difíceis como esta.
Alguém está contrariando o "não troqueis pedra por pedra" o "perdoai uns aos outros" o "não leveis vossas causas aos tribunais incrédulos". A justificativa deve ser, eu tenho razão. As vezes temos que nos despir desse tipo de razão, temos que ir ao ofensor e pedi-lo perdão, tudo em nome da causa. Isso é bíblico. Mas, o poder fala mais alto, e tem seduzido alguns de nós, de maneira que se torna utopia o perdão entre líderes assembleiano . Falamos muito, praticamos pouco.
Tenho procurado ser imparcial nos meus comentários, sem ofender a “A” ou a “B”, afinal, não é do interesse deste blogueiro, inflamar o que já está incendiado. Todavia tenho que me posicionar diante disso tudo. A repercussão tem sido negativa, e o Reino de Deus está perdendo com isso.
Nas vésperas da celebração dos 100 anos das Assembleias de Deus, não podia acontecer algo pior. A igreja mãe em confronto com a Convenção Geral. A falta de bom senso é notória.
Não dou razão a ninguém que tenha por ferramenta de defesa o escândalo. Seja lá quem for o proponente dessa ação, está reprovado pela bíblia. Não está agindo como Abraão e Ló, como Paulo e Marcos, que preferiram o caminho da separação ao do escândalo.
Não sabemos como nos posicionar diante de tanta insensatez. Ficamos sem palavras, só nos resta esperar por um milagre. O milagre da conversão, que uni povos, tribos e nações, negros e brancos, pobres e ricos, conversão que trás amor aos corações, perdão e paz. Não só na vida dos que se tornam cristãos, mas, também na vida dos que já se dizem cristãos.
Pr. Robson Aguiar

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ESCALA DE CULTOS /NOVEMBRO DE 2009


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