
A Infoglobo Comunicações, responsável pelo jornal O Globo, terá que pagar indenização de 21 mil reais (cerca de 12,3 mil dólares) ao ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, por ter publicado notícia sem fundamento que o envolvia.
O juiz Massami Uyeda, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, proferida em março de 2007, em primeira instância.
Em 4 de maio de 2006, o jornal O Globo publicou nota da jornalista Ciça Guedes, informando que o ex-ministro de Estado, José Dirceu, do governo Lula, teria dito em palestra na Argentina que Garotinho gastara 30 milhões de dólares para vencer as prévias do Partido Democrático Brasileiro (PMDB) a fim de ser indicado como pré-candidato à presidência da República.
A informação foi publicada, originalmente, no jornal argentino “Âmbito Financeiro”. Interpelado extrajudicialmente, José Dirceu negou ser o autor da afirmação. O Globo alegou que se limitou a reproduzir o jornal argentino. O Tribunal de Justiça do Rio entendeu que a reprodução seria legítima se o jornal carioca tivesse transcrito a reportagem do “Âmbito Financeiro” integralmente.
Já o ex-governador Anthony Garotinho viu mantida, ontem, sentença do Tribunal de Justiça do Rio condenando-o a pagar indenização de 35 mil reais (cerca de 20,5 mil dólares) ao jornalista Paulo de Alencar Motta, e outros 35 mil à jornalista Maria Aguida Menezes Aguiar, dos jornais O Globo e Extra, ambos da Infoglobo, por danos morais. O Tribunal julgou improcedente o recurso do ex-governador.
Os jornalistas alegaram que, depois de publicada matéria sobre a então governadora do Estado, Rosinha Matheus, e seu marido, Garotinho, eles passaram a ser ofendidos e difamados pelo ex-governador no seu programa na Rádio Melodia FM, do Rio.
Garotinho alegou que oito mil famílias teriam ficado sem comer por causa da matéria publicada no jornal, responsabilizando os jornalistas por eventual interrupção das vantagens e auxílios concedido pelo governo estadual. De acordo com a acusação, o ex-governador também teria insinuado que Paulo de Alencar teria “fixação” por Garotinho, sugerindo tratar-se de uma postura homossexual.
Em sua defesa, Garotinho alegou que os jornalistas exageraram, e negou que os tivesse ofendido. Afirmou, ainda, que a conotação homossexual decorreu da livre interpretação do jornalista. A juíza entendeu que Garotinho não usa a rádio para fazer jornalismo, mas política. Cabe recurso da decisão.
Fonte: ALC

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ESCALA DE CULTOS /NOVEMBRO DE 2009


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