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Pastor das Assembleias de Deus filiadas a CADEESO. Militar, Casado com Ester Aguiar e pai de dois filhos: Hawinner e Ruan.

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Categoria: ESTUDOS

AS VIRTUDES DE TOMÉ

cadeeso 18/02/2009 @ 03:51

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Imagem meramente ilustrativa

Tomé – (hb gêmeo) especulava-se que era irmão gêmeo de Judas Tadeu.
Ele foi escolhido para compor o ministério de Jesus, dentre mais de quinhentos dos seguidores de Cristo. Fez parte dos doze mais próximos ao Messias.

John Fox nos informa no Livro dos Mártires que Tomé foi morto fazendo a obra na índia ao pregar contra o paganismo.

Fala-se muito sobre Tomé relacionando-o à incredulidade. Suas frases produziram uma impressão de que ele não acreditava no metafísico com facilidade.

“Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele”. Jo 11.16

"Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho"? Jo 14.5

"Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei".
"Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente". Jo 20.24-27

Entretanto, ninguém enfatiza o versículo 28 do mesmo capítulo "E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!

Tomé seria menos crente que os demais? Seria menos crente do que Filipe quando pediu a Jesus "Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta." Jo 14.8, ou quando disse a Jesus "Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco". Jo 6.7, André, que em seguida apresentou um menino a Jesus que tinha 5 pães e 2 peixes, mas, indagando "O que é isso para tanta gente?" E o que dizer de Pedro, que garantia a Cristo que morreria por ele. O próprio Jesus em certas ocasiões, perguntava "ainda não tendes fé?" Mc 4.40

Então, como podemos ver, Tomé não estava sozinho em sua incredulidade. Mas, seria incredulidade provar ao Senhor? Não diz a bíblia "Provai e vede que o Senhor é bom"? Não nos manda a bíblia provar os espíritos? Jo capítulo 4. Paulo não recomenda o julgamento das profecias? Gideão não provou por duas vezes a Deus? Malaquias não profetiza "Fazei prova de mim?"

Por tudo isso, passo a refletir, estaria Tomé errado em não crer de imediato que aquele que estava em sua frente era de fato o seu Cristo?
Não poderia um espírito de engano apresentar-se em nome de Cristo para desviar os apóstolos?

Parece que Tomé não era levado por emoções. Diga-se de passagem, que nos nossos dias estamos vendo muitos crentes emocionados, que acreditam em tudo, que dizem "creio até os ossos" e não observam a luz das Sagradas Escrituras se tem ou nao fundamento os movimentos metafísicos que estão em sua volta.

Tomé era equilibrado. Os outros discípulos também não acreditaram na primeira informação que Jesus havia ressuscitado. Agora depois dissimularam Tomé, não, disse logo o que pensava. Na verdade ele era sincero e não se preocupava com o que iriam dizer dele depois. Não era hipócrita, não era subserviente, era transparente, transparência essa, que falta hoje na vida de muitos cristãos.

Imagino que ele não era Teólogo liberal, que só acredita no que é racional, explicável, inteligível, não! Mas, Tomé era sensato, maduro, e com ele era sim, sim, não, não. observava Pedro em suas palavras cheias de emoções, e menenices, mas, não se deixava levar pelo emocionalismo.

Creio que na igreja que ele pastoreava, os profetas não tomavam o culto, não havia aviãozinho, retété, nem pensar, ninguém caia no chão, não se falava em unção do leão ou unção do riso, não se dava cheque em branco ou chave de carro, não tinha oração para nascer dentes de ouro ou emagrecer, mas o culto era conduzido com decência e ordem.

Por tudo isso, é que admiro Tomé. Um homem de virtudes.

PENSANDO EM DOUTRINA DA PROSPERIDADE

cadeeso 26/09/2008 @ 11:21

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Ilustração extraída do blog do Jasiel Botelho.

TEOLOGIA PENTECOSTAL DE CHARLES FINNEY I

cadeeso 05/09/2008 @ 16:54

Você conhece a Teologia Pentecostal?
Passaremos a estudar um pouco sobre o assunto, começando pelo grande avivalista de sua época, Charles Finney

Pr. Robson Aguiar

Charles Grandison Finney (1792-1875) foi um pregador, teólogo e avivalista estado-unidense.

Seu ministério é mais conhecido por incluir novas medidas na pregação e mudar o entendimento teológico do avivamento. Sua pregação converteu milhares de pessoas.

Descobriu-se por pesquisa empolgante, que mais de oitenta e cinco pessoas de cada cem que se convertiam sob a pregação de Finney, permaneciam fiéis a Deus; enquanto setenta e cinco pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impresssionar a consciência dos homens sobre a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais permanente (Deeper Experiences of Famous Christians, pag. 243).

Fundou um colégio em Oberlin, Ohio, cidade onde morreu em 1875.

Deixou dezenas de sermões e uma obra de Teologia Sistemática. Sua teologia influenciou o pentecostalismo, especialmente sobre o Batismo no Espírito Santo após a conversão.

Finney foi ordenado em uma Igreja Presbiteriana. Após discordar do calvinismo, Finney aceitou o arminianismo (embora alguns o identifiquem como seguidor de Pelágio), ganhando a oposição deles.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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"A maior necessidade de nossos dias é poder do alto." - Charles Finney

Por

CHARLES G. FINNEY

Capitulo 1

Poder do Alto

Peço vênia para, através desta coluna, corrigir a impressão errônea recebida por alguns dos participantes do recente Concílio em Oberlin, do breve comentário que lhes fiz na manhã do sábado e, depois, no domingo. Na primeira dessas ocasiões, chamei a atenção dos presentes para a missão da Igreja, de fazer discípulos de todas as nações, de acordo com o registro de Mateus e de Lucas. Afirmei que essa incumbência foi dada por Cristo a toda a Igreja, da qual cada membro está na obrigação de fazer da conversão do mundo o trabalho a que dedique a sua vida. Levantei então duas questões: 1) de que necessitamos, para conseguir sucesso nessa obra imensa? 2) Como podemos obtê-lo?

Resposta -- 1. Precisamos ser revestidos de poder do alto. Cristo anteriormente informara aos discípulos que, sem ele, nada podiam fazer. Quando os encarregou da conversão do mundo, acrescentou: "Permanecei, porém, na cidade (Jerusalém), até que do alto sejais revestidos de poder. Sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias. Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai". Esse batismo do Espírito Santo, a promessa do Pai, esse revestimento do poder do alto, Cristo informou-nos expressamente ser a condição indispensável para a realização da obra de que ele nos incumbiu.

2. Como havemos de obtê-lo? Cristo prometeu-o expressamente, a toda a Igreja e a cada pessoa cujo dever é trabalhar para conversão do mundo. Ele admoestou os primeiros discípulos a que não pusessem mãos à obra enquanto não recebessem esse revestimento de poder do alto. Tanto a promessa como a admoestação têm igual aplicação a todos os cristãos de todos os tempos e povos. Ninguém, em tempo algum, tem o direito de esperar bom êxito, se não obtiver primeiro o poder do alto. O exemplo dos primeiros discípulos ensina-nos como obter esse revestimento. Primeiramente consagraram-se a esse trabalho, continuando em oração e súplicas até que, no dia de Pentecoste, o Espírito Santo veio sobre eles e receberam o prometido revestimento do poder do alto. Eis, portanto, a maneira de obtê-lo.

O Concílio pediu-me que dissesse mais sobre o assunto, razão pela qual, no domingo, tomei por texto a declaração de Cristo, de que o Pai está mais pronto a dar o Espírito Santo àqueles que lho pedirem, do que nós a darmos boas dádivas a nossos filhos. Disse a eles:

1. Este texto informa-nos que é sumamente fácil obter-se o Espírito Santo, ou seja, esse revestimento de poder da parte do Pai.

2. Isso se torna assunto constante de oração: todos o pedem, em todas as ocasiões; entretanto, à vista de tanta intercessão, é relativamente pequeno o número daqueles que, efetivamente, são revestidos desse Espírito do poder do alto! A lacuna não é preenchida: a falta de poder é assunto de constante reclamação. Cristo diz: "Todo o que pede recebe", porém não há negar que existe um "grande abismo" entre o pedir e o receber, o que representa pedra de tropeço para muitos. Como, então, se explica essa discrepância?

Tratei de mostrar por que muitas vezes não se recebe o revestimento. Eu disse a eles: 1) De modo geral, não estamos dispostos a ter aquilo que desejamos e pedimos: 2) Deus nos informa expressamente que, se contemplarmos a iniqüidade no coração, ele não nos ouvirá. Muitas vezes, porém, quem pede é complacente consigo mesmo; isso é iniqüidade, e Deus não o ouve; 3) é descaridoso; 4) é severo em seus julgamentos; 5) é autodependente; 6) repele a convicção de pecado; 7) recusa-se a fazer confissão a todas partes envolvidas; 8) recusa-se a fazer restituição às partes prejudicadas; 9) é cheio de preconceitos insinceros; 10) é ressentido; 11) tem espírito de vingança; 12) tem ambição mundana; 13) comprometeu-se em algum ponto e não quer dar o braço a torcer, ignora e rejeita maiores esclarecimentos; 14) defende indevidamente os interesses de sua denominação; 15) defende indevidamente os interesses da sua própria congregação; 16) resiste aos ensinos do Espírito Santo; 17) entristece o Espírito Santo com dissenção; 18) extingue o Espírito pela persistência em justificar o mal; 19) entristece-o pela falta de vigilância; 20) resiste-lhe dando largas ao mau gênio; 21) é incorreto nos negócios; 22) é impaciente para esperar no Senhor; 23) é egoísta de muitas formas; 24) é negligente na vida material, no estudo, na oração; 25) envolve-se demasiadamente com a vida material, e os estudos, faltando-lhe por isso tempo para oração; 26) não se consagra integralmente, e --27) o último e maior motivo, é a incredulidade: pede o revestimento, sem real esperança de recebê-lo. "Quem em Deus não crê, mentiroso o faz." Esse, então, é o maior pecado de todos. Que insulto, que blasfêmia, acusar a Deus de mentir!

Fui obrigado a concluir que, nesses e noutros pecados é que se encontra a razão de se receber tão pouco quando tanto se pede. Falei que não havia tempo para apresentar o outro lado da questão. Alguns dos irmãos perguntaram depois: "Qual é o outro lado?" O outro lado apresenta a certeza de que receberemos o prometido revestimento de poder do alto e seremos bem-sucedidos em ganhar almas, desde que peçamos e cumpramos as condições, claramente reveladas. da oração vitoriosa. Observe-se que o que eu disse no domingo versava sobre o mesmo assunto do dia anterior e era um aditamento a ele.

O mal-entendido a que fiz alusão foi o seguinte: se primeiro nos desfizermos de todos esses pecados que nos impedem de receber o revestimento, não estaremos já de posse da bênção? De que mais precisamos?

Resposta: há grande diferença entre a paz e o poder do Espírito Santo na alma. Os Discípulos eram cristãos antes do dia de Pentecoste e, como tais, possuíam certa medida do Espírito Santo. Forçosamente, tinham a paz resultante do perdão dos pecados e do estado de justificação, porém ainda não tinham o revestimento de poder necessário para desempenharem a obra que lhes fora atribuída. Tinham a paz que Cristo lhes dera, mas não o poder que lhes prometera. Isso pode se dar com todos os cristãos, e, a meu ver, está exatamente aí o grande erro da Igreja e do ministério: descansam na conversão e não buscam até obter esse revestimento de poder do alto.

Resulta que tantos que professam a fé não têm poder nem com Deus nem com o homem. Não sáo vitoriosos, nem com um nem com o outro. Agarram-se a uma esperança em Cristo, chegando mesmo a ingressar no ministério, mas deixam de parte a admoestação a que esperem até que sejam revestidos do poder do alto. Mas, traga alguém todos os dízimos e todas as ofertas ao tesouro de Deus; deponha tudo sobre o altar, nisso prove a Deus, e verificará que Deus "abrirá as janelas do céu e derramará uma bênção tal que dela lhe advenha a maior abastança".

FONTE: The GOSPEL TRUTH